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A Estrela de Belém

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: "Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para prestar-lhe homenagem"(Mt 2,1-2).

A natureza fala, ao seu modo, do mistério da criação. O cosmo é o campo das pesquisas, das descobertas de realidades geofísicas, de estudos em busca de sinais da composição da vida no universo e da humanidade. As estrelas manifestam, na mentalidade primitiva e na concepção poética e mitológica, uma origem de luminosidade cuja fonte e intensida-de se perdem no tempo e no espaço.

Admirando a abóbada celeste, as estrelas produzem, no coração, um sentido de ternura e de beleza. Sonhos, fantasias, desejos se misturam e despertam interrogações diante de tão luminoso espetáculo.

A estrela, com o resplendor de sua luz, torna-se elemento providencial para iluminar o caminho.

 

A caminho

Os reis magos, à procura de um sentido de justiça e de felicidade, que deveria vir de Deus para renovar o mundo, tornaram-se peregrinos determinados e confiantes, colo-cando-se a caminho, seguindo uma estrela, símbolo do seu amor pela Verdade. Só mes-mo ele produz a coragem para seguir os largos horizontes da vida, buscando caminhos difíceis e impensáveis, sob o risco de cruzar com o caminho perturbado e maldoso de Herodes, movido, não pela busca da verdade, mas pelo temor de perder o seu poder.

Aquela estrela tinha força de alimentar o desejo de busca dos reis magos, até o encontro final e definitivo com a Luz de Deus, naquela criança nascida em Belém da Judéia.

Natal é, então, o encontro com Aquele que é a Luz do Mundo. E só a estrela, a fé, nos conduz a Ele. Mas é preciso caminhar para chegar até lá, pois, quem não caminha nada procura e nada vai encontrar. A estrela só se faz presente no coração e na fé das pes-soas que procuram encontrar a Deus, a sua justiça, e que sabem que só Ele é essencial e necessário para a completa realização da existência humana.

O caminho é a nossa própria vida. É preciso se deixar conduzir por esta estrela que, afi-nal, é a Palavra de Deus, a nossa fé, a nossa capacidade de entrar em comunhão de amor e de destino com a humanidade toda.

Quem tem medo de perder algo não poderá achar a luz da estrela, pois não tem a sere-nidade para "procurar informações exatas sobre o menino". Uma vez que encontramos aquele Menino, o caminho da nossa vida muda; e nenhum outro rei poderá ser a resposta ao nosso desejo de felicidade.

Este caminho é um desafio de amor e de confiança que só Deus pode nos pedir, mas que só Ele pode satisfazer em plenitude.

"E a estrela, que tinham visto no Oriente, parou sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria" (Mt 2, 9-10).

 

Fonte: Gianfranco Vianello - Revista Mundo e Missão n° 118 (Dezembro 2007)

 

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