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Espiritualidade do Advento e do Natal

"Desejem a paz para Jerusalém:'Vivam seguros os que amam você, haja paz dentro de seus muros e segurança em seus palácios!' Por meus irmãos e meus amigos, eu digo:' A paz esteja com você!' Pela casa de Javé nosso Deus, desejo todo o bem a você". (Sl 122 6-9).

A paz, dom de Deus

A paz é um dom de Deus porque só nEle está toda graça e todo bem, toda beleza e toda justiça. Então, na experiência com Ele, todas as nossas energias humanas e as nossas sensibilidades recebem luz, força, purificação.

A paz é, antes de tudo, o resultado de um equilíbrio profundo entre Deus e a criatura.

Como da fonte jorra a água, assim é Deus que emana a paz e a luz que o coração humano, inquieto por sua natureza, precisa na viagem da sua existência. E, na medida em que o homem repousa em Deus, ele se torna instrumento da paz, na sua mais completa realidade, como expressão do perdão, da justiça, do bem-estar.

"Graças ao misericordioso coração do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará, para guiar nossos passos no caminho da paz" (Lc 1,78-79)

A paz, empenho

Os cristãos, que caminham segundo o Espírito, que não se envergonham do Evangelho, luz e sal da terra, fermento que fecunda e purifica a realidade humana, realizam a paz quando abrem veredas de esperança, na turbulenta história do mundo.

E a esperança não é um simples desejo de melhorar, mas é uma dedicação, um compromisso concreto sustentado pela força da fé. Os novos céus, isto é, os critérios e os meios do evangelho de Jesus devem ser colocados na terra, para que ela se torne nova, agradável, lugar de paz e justiça.

Contra a loucura inatural da guerra e do desespero, os cristãos têm como dever e tarefa resgatar a paz. Este é um desejo de plenitude que requer a coragem da confrotação e a aceitação das diversidades, aprendendo a receber dos outros suas experiências, riquezas, indicações, para colocar os dons de Deus em benefício de todos.

Isto comporta um abandonar-se em Deus, que conduz os eventos da história além das fronteiras do sensível, do experimentado, do conhecido. No final, este é o caminho da pobreza e da simplicidade que permanece como lugar onde a presença de Cristo se revela, e onde somos chamados a reconhecê-la.

Este caminho não é fácil para nós que desejamos, muitas vezes, ser construtores auto-suficientes da nossa história e da nossa sociedade. Mas, é juntamente com Deus que o dom da paz, recebido e concretizado pelos nossos esforços e compromissos, não deixará que as nossas esperanças sejam traídas. Assim, cumpre-se a profecia de Isaías que é agradecimento e alegria para os discípulos de Cristo: "Como são belos , sobre os montes, os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação, que diz a Sião: 'Seu Deus reina'" (Is 52,7).

 

Fonte: Gianfranco Vianello - Revista Mundo e Missão, n° 115.


 


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